A Unidos de Padre Miguel saiu na frente em 2026 e tomou a Rua Barão do Triunfo, na Vila Vintém, que representa o coração pulsante da comunidade do Boi Vermelho, para ser a primeira das escolas que desfilam na Sapucaí a realizar um ensaio de rua no ano. Mesmo sob o impacto da forte chuva que antecedeu a concentração, a escola deixou claro que sair na frente é mais do que simbólico. Ser a primeira também é assumir protagonismo, testar novas técnicas e ajustar detalhes rumo ao desfile oficial. Com a presença de suas musas e componentes oficiais, a Vermelha e Branca mostrou que está preparada, e esse preparo é notavelmente fruto dos ensaios anteriores. A comunidade já assimilou o que é necessário para a apresentação oficial em fevereiro, embora, ainda sejam necessários ajustes normais até o momento mais especial.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA
O primeiro casal, Marcinho Siqueira e Cris Caldas, apresentou uma dança claramente ensaiada e segura. Sem tropeços, a dupla dançou com firmeza nos passos e foco nos movimentos. Apesar da segurança da dupla, o asfalto da rua atrapalha e em alguns momentos foi percebido movimentos mais rígidos, tirando a leveza e espontaneidade de ambos. Porém, ao longo do percurso, dava para notar que isso era superado gradualmente. Na terceira cabine, ambos já se mostravam mais soltos e naturais.

HARMONIA
Mesmo com o número reduzido de componentes, por conta da chuva intensa que caiu antes do início do ensaio, a UPM mostrou que realmente tem uma comunidade extremamente vibrante e empolgada. Em pouco tempo, a rua foi tomada por pessoas prontas para assistir ao ensaio. O canto, mais uma vez, foi um dos grandes trunfos da escola. O diretor de carnaval, Cícero Costa, reforçou esse ponto ao falar sobre o trabalho desenvolvido até o momento.

“A gente tem trabalhado muito até aqui. Afirmo que o que temos de melhor é o nosso canto. Temos batido nessa tecla de massificar o canto da escola, que eu acho que é o grande diferencial da Unidos de Padre Miguel. O canto forte da nossa comunidade”, afirmou.
No carro de som, o intérprete Bruno Ribas, ao lado dos demais cantores de apoio, conduziu o ensaio com potência e empolgação, sustentando a escola do início ao fim. Mesmo com menos gente na pista, a resposta foi consistente, revelando um chão que canta e sustenta o samba.

EVOLUÇÃO
Com alas mais compactas devido à presença reduzida de componentes, a escola acabou realizando um ensaio mais rápido. A empolgação da galera era visível, ainda que em certos momentos surgissem dispersões dos desfilantes. Ainda assim, houve consistência na animação entre as alas.
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OUTROS DESTAQUES
A bateria “Guerreiros” foi um dos grandes pontos altos da noite. O segmento mostrou total sincronia, afinação e segurança, sob o comando de mestre Laion. Confiante no trabalho apresentado, ele avaliou o momento como de reta final de ajustes.
“A bateria está pronta. Acredito que falta só lapidar os últimos detalhes. Foi um trabalho intenso até o minidesfile. Eu queria realizar ali, obter uma grande entrega, e acredito que foi alcançado”, explicou.

Segundo o mestre, o foco agora é dar ainda mais confiança aos ritmistas. “Agora fica só nos pequenos detalhes, tirar uma dúvida aqui, outra ali, para a galera continuar com mais confiança e a gente realizar um grande show no dia oficial. O trabalho já está pronto”.
A rainha de bateria, Dedê Marinho, esbanjou carisma e confiança no samba no pé, arrancando tietadas do público e retribuindo com carinho. Agiu como uma verdadeira rainha, ao lado de suas musas. Os passistas masculinos também esbanjaram empolgação na dança e muito samba no pé. Não houve apresentação de comissão de frente neste ensaio.











