Atual líder do ranking da Liesa, a Unidos do Viradouro realizou, no domingo, o seu sexto ensaio de rua do ano, na Avenida Ernani do Amaral Peixoto, com mais uma apresentação em alto nível, o que já se tornou padrão da escola. A agremiação promete um desfile emocionante em homenagem a um dos grandes nomes de sua história, o mestre Ciça. No ensaio, a escola mostrou a força de seus quesitos, com forte canto da comunidade.
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Em 2026, a Viradouro levará para a avenida o enredo “Pra Cima, Ciça!”, desenvolvido pelo carnavalesco Tarcísio Zanon. A narrativa presta homenagem aos 50 anos de trajetória do mestre de bateria Mestre Ciça no mundo do samba. A Vermelha e Branca de Niterói será a terceira escola a pisar na avenida no segundo dia de desfiles do Grupo Especial.
“Ensaio maravilhoso, mais um grande ensaio. A escola vem colhendo muito do que a gente plantou nos últimos anos. Não é do dia para a noite que se consegue estruturar uma escola nesse nível. Ao meu ver, é isso que faz a escola ser bem-sucedida. Ela consegue ter ensaios com quesitos fortes, mas também com emoção. A escola é grande, a escola é gigante, e o enredo consegue trazer o melhor do sambista e do viradourense em energia, emoção e empenho para este Carnaval. Tecnicamente, a escola está muito bem, e isso foi se comprovando ao longo do tempo. Foi um ano maravilhoso. Mais um grande ensaio, que só me dá a certeza do que a gente já conseguia imaginar lá atrás: a escola veio para ganhar o Carnaval mais uma vez”, analisou o diretor executivo da Viradouro, Marcelinho Calil.

COMISSÃO DE FRENTE
Sob a direção dos experientes e premiados coreógrafos Priscila Motta e Rodrigo Negri, a comissão de frente da Unidos do Viradouro teve atuação de destaque no ensaio realizado na Avenida Amaral Peixoto. O grupo presenteou o público com uma apresentação de alto nível, marcada por movimentos fortes, bem sincronizados e executados com o samba na ponta da língua, especialmente diante das áreas que simulam as cabines de julgamento.
A coreografia evidenciou referências à trajetória de Mestre Ciça, representadas por passos de samba e gestos que remetiam à sua característica regência com as mãos, reforçando a leitura temática e o impacto cênico da apresentação.
MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

Julinho Nascimento e Rute Alves seguem sendo sinônimo de excelência no comando do pavilhão da Unidos do Viradouro. Experiente e longeva no carnaval, a dupla reafirmou no ensaio de rua deste domingo por que é considerada um dos grandes destaques da escola, apresentando uma dança de alto nível.
Com entrosamento absoluto, leveza e precisão, Julinho e Rute mesclam fundamentos da dança tradicional do casal de mestre-sala e porta-bandeira com referências diretas à letra do samba-enredo, mantendo uma leitura elegante e coerente. Atentos às mudanças previstas para o próximo ano, como a chegada da cabine espelhada, os dois já demonstraram preparação cuidadosa ao apresentar o pavilhão para ambos os lados, sempre com técnica apurada, refinamento e carisma.
HARMONIA E SAMBA
Em clima de emoção e empolgação pela homenagem a Mestre Ciça, a Unidos do Viradouro protagonizou uma verdadeira aula de canto durante o ensaio. Do início ao fim, a comunidade manteve o canto firme e constante, impulsionada pelo samba assinado por Cláudio Mattos, Renan Gêmeo, Rodrigo Gêmeo, Lucas Neves, Rodrigo Rolla, Ronaldo Maiatto, Bertolo, Silvio Mesquita, Marcelo Adnet e Thiago Meiners, que teve grande exibição ao se encaixar com perfeição na voz de Wander Pires.

Sob a direção de Hugo Bruno, o carro de som da Vermelha e Branca confirma um nível cada vez mais elevado. A obra parece ter sido feita sob medida para Wander Pires: poética, de letra refinada e capaz de conduzir com clareza e emoção a narrativa sobre Mestre Ciça. A bateria Furacão Vermelho e Branco também teve papel decisivo no rendimento do samba, com bossas bem executadas e destaque para o paradão que antecede o refrão principal, momento em que o canto da comunidade explodiu com ainda mais força.
EVOLUÇÃO

Mesmo ainda distante do desfile oficial, a Viradouro já apresentou um conjunto grandioso, com alas bem preenchidas, conduzidas de perto pelos diretores de harmonia e evoluindo com absoluta precisão. Cada componente demonstrou pleno domínio de seu papel, mantendo ritmo constante, sem acelerações ou quedas, o que resultou em uma evolução segura e fluida ao longo da pista, que reproduz as dimensões da Marquês de Sapucaí. Não houve registro de erros ao longo do treino, reforçando o alto padrão mantido pela Vermelha e Branca nos últimos anos.

OUTROS DESTAQUES
Entre os destaques, a bateria “Furacão Vermelho e Branco”, comandada pelo homenageado Mestre Ciça, foi um dos pontos altos do ensaio. Com segurança e impacto, os ritmistas executaram com perfeição o paradão que antecede o refrão principal, contribuindo decisivamente para o excelente desempenho musical da escola.











