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Portela 2027: leia a sinopse do enredo

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Mestre Monarco,

Escrevo esta carta de amor como quem abre as janelas de uma antiga casa da infância e deixa o vento da memória entrar. Um vento manso, que atravessa os quintais onde você cresceu, as calçadas onde o samba era rei, as rodas onde a panela fumegava na mesa e o cavaquinho nunca descansava. É o vento que traz o cheiro da comida simples, da rua molhada, da madrugada que só termina quando o samba decide. Hoje, quero lembrar de você com o respeito que tua história inspira e com o carinho que tua presença sempre despertou.

Você fez poesia ao nos contar as histórias dos teus tempos de menino, coisas belas da vida, tempos que não voltam mais: pegar “laranja no pé” pelos sítios de Nova Iguaçu, soltar pipa nos dias quentes da Baixada; em casa, o compasso matinal incessante do bater das roupas no tanque. Animada pelo som do rádio de pilha, tua mãe ganhava o sustento, enquanto a música encantava a alma daquele menino, que seria mestre e poeta. Foi desse tempo feliz que nasceu o apelido que virou nome, marca, destino. O personagem “Monaco”, um mágico dos gibis da época, que, por brincadeira dos amigos, acabou batizando o artista que o mundo aprenderia a chamar de Monarco.

O tempo correu e te trouxe para o meu lado, no solo sagrado de Oswaldo Cruz. A vida pedia coragem, e você foi à luta. E, quando o trabalho dava trégua, o cabo de vassoura virava um estandarte. Ali, menino-homem, você já dançava com o futuro, ensaiando os passos da tua paixão. Na feira, o teu grito vendendo peixe já trazia a cadência do samba animando a freguesia.

As letras e partituras começaram a brotar da tua alma como flores em um jardim de primavera. Versos puros, cercados pelo voo leve de borboletas coloridas, ganharam vida. Você cantou a ilusão de uma “Vida de Rainha” e chorou a saudade dobrada num “Lenço” esquecido. Mas o destino te reservava a consagração. Quando dedilhou o teu amado cavaquinho – extensão do teu corpo, cúmplice de tantas madrugadas – e soltou os versos de “Coração em Desalinho”, o mundo se rendeu. A dor virou hino. O amor virou eternidade.

Mestre, tua estrela brilhava em todos os cantos. Minha ala de compositores te recebeu de braços abertos. Você caminhava pela quadra como quem caminha pela própria casa. E era mesmo. A Portela era sua sala, sua varanda, seu quintal, seu templo. E nós, seus filhos de samba, aprendemos a te ouvir como quem escuta um conselho que salva. É assim que você chega até nós: no sopro manso da lembrança, no passo tranquilo de quem sempre soube o próprio caminho, na elegância de linho, terno alinhado, pisante branco e chapéu panamá. Você não precisava anunciar que era mestre. Era um farol sereno que iluminava sem ofuscar. A Velha Guarda te abraçou como guardião – e ali você ensinou que tradição é raiz. Hoje, devolvo esse ensinamento com ternura e fervor, inspirada nas flores que recebi da tua história.

Sua luz também iluminou outros terreiros: vestiu o manto do “Boi Vermelho” e se sagrou campeão de samba-enredo na Unidos de Padre Miguel. No Jacarezinho, te coroaram “Coringa”, porque você era isso: versátil, genial, imprevisível como a própria poesia.

Mas teu coração, Mestre, batia forte pelas coisas simples e bonitas da vida. Batia pelo pavilhão do teu América Futebol Clube, o eterno “sangue” que você defendia com paixão. Batia na esperança bem-humorada de fazer uma “fezinha” na loteria, sonhando com a sorte que a vida já tinha te dado em forma de dom. E, acima de tudo, batia de amor por Olinda – o amor da tua vida, a companheira eterna, com quem você celebrou o sagrado matrimônio dentro da minha quadra, sob a bênção do meu chão azul e branco. E sua fé sempre foi teu norte. Quantas vezes teus pés caminharam em direção à Igreja de Santo Antônio, no subúrbio, buscando a luz que guiava teus passos elegantes e teu terno impecável? E é essa mesma religiosidade que hoje nos une no mistério mais profundo da nossa existência.

Como bem dizia um dos meus fundadores, “a Portela nasceu da graça do Espírito Santo”. Essa essência divina e portelense se manifesta agora em sua plenitude. Convocamos nesse momento o Divino Espírito Santo e os padroeiros Nossa Senhora da Conceição e São Sebastião! Que toda a religiosidade e a ancestralidade portelense se unam em uma só prece, um só clamor, para erguer na Sapucaí um magnífico monumento. Um monumento de som, cor e poesia para eternizar você que foi, é, e sempre será um dos meus maiores baluartes.

Monarco, seus versos repousam nas flores do meu jardim. São aquarelas que o tempo pintou com cuidado. São estradas de vida que levam sempre ao mesmo destino: o manto azul e branco. Sua paixão tingiu-se dessas cores – e tingiu a minha história junto. Hoje, sua voz ecoa entre as estrelas. Mas não se engane, Mestre: ela continua aqui, firme, viva, necessária. Vibra no couro do surdo, no repique que chama, no cavaco que responde, no coro que agradece. Mora no coração de cada portelense que aprendeu a me amar através de você.

E é por isso que escrevo esta carta, com toda a força da minha águia altaneira, para te dizer que você é o meu enredo. Vou transformar tua vida em canto, tua memória em poesia, tua dignidade em desfile. Em 2027, vou te levar pela Avenida como você sempre me levou pela vida. Abrirei as asas para te acolher. Vestirei o manto azul e branco em tua homenagem. Cantarei teus versos, tua serenidade, tua elegância, tua raiz, tua história. Mostrarei ao mundo que vivo em cada passo seu.

E, quando a águia surgir no alto, iluminada, altaneira, majestosa, ela não estará apenas abrindo o desfile. Ela te levará pela Avenida, Mestre. Como sempre fez. Como sempre fará. Enquanto o rio correr em nossas veias e a procissão do samba abençoar a festa do divino Carnaval.

Agora é a alegria de te abraçar mais uma vez. O Mestre Monarco de todos os tempos. Saudades. No livro da minha história, há conquistas a valer – e tantas foram escritas no teu caminhar. Se eu for falar de ti, hoje não vou terminar.

Obrigada, Monarco. Com amor, respeito e eterna gratidão, Tua Portela.

Autores da Sinopse: Simone Martins, Isabel Azevedo e Paulo Barros.

Enredo: Paulo Barros.

Mauro Xuxa retorna ao Peruche com reedição de samba histórico e promessa de desfile emocionante

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Fotos: Gustavo Lima/CARNAVALESCO

A Unidos do Peruche lançou o seu enredo para o Carnaval 2027 em evento realizado na quadra da escola, localizada na Rua Samaritá. A agremiação da Zona Norte irá abordar o tema “Filhos de Mãe Preta”, assinado pelo carnavalesco Mauro Xuxa, que retorna à escola. O enredo trata-se de uma reedição do carnaval de 1988. O samba é afro e exalta a negritude. O conceito parte da ideia de que todos os negros têm uma mãe preta e, em meio à onda de reedições no carnaval de São Paulo, o Peruche será mais uma escola a embarcar nessa jornada. O carnavalesco Mauro Xuxa e o presidente Maurílio Diaz conversaram com o CARNAVALESCO e falaram sobre a escolha do enredo da escola.

Reedição com nova abordagem e um retorno aliado ao sentimento

O carnavalesco Mauro Xuxa exaltou a narrativa que a Filial do Samba levará para o Anhembi no Carnaval 2027. “São muitos sambas, enredos e desfiles que se tornaram históricos para o Peruche, fazem parte da história da escola e mexem com o emocional do perucheano. Para escolher, não parece, mas é difícil, porque todos tiveram o seu contexto de emoção. Existiam vários fatores para saber qual seria levado para a avenida. Dentre esses, eu dei o aval junto com toda a diretoria que estava na mesa. ‘Filhos de Mãe Preta’ tem um clamor, principalmente quando fala sobre ancestralidade e igualdade. É um enredo que mexe muito não só com o Peruche, mas com todo o movimento que segue atual até hoje, principalmente se tratando da Mãe Preta, desde aquelas que ajudaram no crescimento lá na ancestralidade até a Mãe Preta maior, que é a Mãe África. Houve todo esse enlace de um movimento, e o samba nem precisa de comentários: é uma obra maravilhosa e emocionante. O perucheano vai estar muito emocionado e cantando forte na avenida”, disse.

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Carnavalesco Mauro Xuxa

De acordo com o artista, será um desfile diferente do que foi em 1988, pois agora tudo é menor, especialmente no Acesso II, que desfila com dois setores. “Vai ser uma nova adaptação. Até porque, em 1988, houve muito clamor pelos 100 anos da liberdade. Agora, a gente vai trazer esse clamor dentro da igualdade, porque o samba não fala somente dos 100 anos da liberdade, mas também sobre igualdade. O nosso desfile virá com uma nova roupagem, obviamente, mas mantendo todo o clamor e a garra que existiram em 1988”, afirmou.

Mauro Xuxa realizou trabalhos no Peruche em alguns anos, mas saiu em 2024. Agora, retorna para assinar o desfile de 2027. O profissional falou sobre a sua volta. “Tem hora que a gente precisa encerrar um ciclo para depois retornar com nova ideologia e nova energia. Era uma nova etapa que eu estava vivendo e acabei recebendo o convite para retornar. A princípio, fiquei em dúvida por causa dessa nova fase, pois estou dando aula na Faculdade Zumbi dos Palmares. Mas o coração falou mais alto e eu tive que retornar”, comentou.

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União perucheana e escolha certeira

O presidente Maurílio Silva comentou sobre a reedição que a escola apresentará no Anhembi, no dia 30 de janeiro, e revelou que o samba-enredo foi fator determinante para a escolha. “Nós sentamos com a diretoria de Carnaval e conversamos com o Xuxa. O Peruche já vinha há algum tempo pensando em uma reedição. E aí surgiu a questão: como escolher essa reedição? A gente levantou os melhores sambas da escola, e o de 1988 estava entre eles. A vontade é trazer isso para os dias de hoje. Os sambas das décadas de 1980 e 1990 foram grandes, e ‘Filhos de Mãe Preta’ foi o que mais conseguimos adequar ao momento e à situação do Peruche”, declarou.

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Segundo o dirigente, o carnavalesco Mauro Xuxa ainda está estudando profundamente o tema. A intenção é manter a essência de 1988, mas com uma nova abordagem adaptada aos dias atuais. “O Xuxa está estudando bem o enredo, com carinho. Ele está verificando o que pode fazer e como pode fazer para não perder a essência de 1988. Naquela época, eram grandes desfiles, com muitas pessoas e muitas alas, e hoje a gente não consegue encaixar isso da mesma forma. Então, é preciso ter feeling, e ele está vendo isso muito bem. Está estudando para ver como conseguimos encaixar tudo dentro dos dias atuais, ala por ala, para sair um carnaval bonito, como o Peruche merece”, afirmou.

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É o primeiro ano de Maurílio na presidência da Unidos do Peruche. Ele assume após Alessandro Zoio renunciar ao cargo no final de março. De forma positiva, o mandatário afirmou que a escola está unida e engajada no projeto. “Estou há 17 anos no Peruche. Sou um jovenzinho aqui. São sete anos na diretoria executiva e os outros à frente da ala das Baianas. Hoje, assumir a responsabilidade de comandar uma escola que caminha para 71 anos é algo muito grande. É um peso que talvez eu nem tivesse dimensão do quanto sentiria. Mas acho que hoje eu conheço tudo o que acontece, sei de todas as necessidades da escola, e isso facilita um pouco o meu trabalho. Tenho certeza de que, com a ajuda de toda a comunidade, ficou muito claro para mim que todos estão abraçando esse projeto. Percebi o sorriso de cada um e o desejo de que tudo funcione. E eu sei que vai funcionar, porque, quando há união, amor e parceria, o trabalho traz bons resultados”, concluiu.

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Herança no samba: Pai e filho dividem palco pela primeira vez no Estrela do Carnaval

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Fotos: Allan Duffes/CARNAVALESCO

O abraço entre pai e filho no palco do Estrela do Carnaval Palácio dos Cristais 2026 selou um momento especial para a família Art’Samba. Pela primeira vez, Marquinho Art’Samba e Art’Samba Jr. dividiram o microfone na quadra da Unidos da Tijuca. Em casa, o intérprete oficial do Pavão não conteve a emoção e subiu ao palco durante a apresentação do Império Serrano, escola na qual o filho é cantor de apoio, e os dois cantaram sambas clássicos do Reizinho de Madureira.

Marquinho Art’Samba falou sobre a satisfação de se encontrar com o filho no palco de uma escola de samba pela primeira vez. “Subi no palco porque não aguentei (a emoção). Só de ver ele cantar, para mim, é a maior satisfação. E dentro da minha casa”, revelou.

A cena retrata algo que vinha sendo construído sem alardes. Art’Samba Jr. cresceu observando o pai e, depois que o sonho de se tornar jogador de futebol ficou para trás, a escolha foi certeira. “Eu falei: quero ser igual a meu pai. Ele sempre foi minha referência como homem, como pessoa”, contou o filho.

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Para Marquinho, ver o filho trilhando o mesmo caminho tem um peso que vai além do carnaval. “Primeiro a gente quer formar o homem, a pessoa do bem. Isso para mim já é tudo como pai. E agora ver meu filho, que tá começando a trilhar o mesmo caminho, para mim é tudo”.

Só que o cantor não poupa o filho das realidades da profissão. A conversa entre eles também passa pelos desafios do ofício. “Eu falei para ele: é um caminho muito árduo para você trilhar”, ponderou Marquinho. “O bom é que ele está trilhando o caminho dele ali sozinho”, disse.

O filho ouve, mas retruca com carinho. “Ele acha que não, mas ele está sempre me apoiando, sempre me ajudando”, disse Art’Samba Jr. “Eu sonhei por esse momento, eu esperei muito por esse momento”.

Quem viu os dois cantando juntos no palco viu mais do que uma apresentação. Viu a transmissão de uma herança familiar do samba e a promessa, quase dita em voz alta por Marquinho, de que esse não seria o último encontro no ofício entre os dois. “Daqui a pouco ele vai cantar com o papai, se Deus quiser”.

Jorge Silveira destaca reencontro do Salgueiro com grandes narrativas

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O Acadêmicos do Salgueiro apresentou detalhes de seu enredo para o Carnaval 2027 e revelou a proposta de revisitar a trajetória de Xica da Silva sob uma nova perspectiva. A escola irá explorar as fronteiras entre a figura histórica e o imaginário popular construído ao redor da personagem, símbolo de transgressão, liberdade e resistência feminina.

Para o carnavalesco Jorge Silveira, o desfile representa também um reencontro da agremiação com narrativas marcantes de sua trajetória.

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“Hoje o Salgueiro terá a oportunidade de revisitar a história de uma de suas personagens mais importantes e ressignificá-la. Com a descoberta do testamento de Francisca da Silva, vamos conhecer a mulher por trás do mito construído. É o Salgueiro se reencontrando com suas grandes narrativas, colocando em destaque a negritude, ancestralidade e resistência cultural”, afirmou o artista.

Segundo a escola, a proposta será apresentar Xica da Silva a partir do arquétipo das pombas-giras, entidade ligada às encruzilhadas, à força feminina, à irreverência e à quebra de padrões sociais. O desfile pretende estabelecer um paralelo entre a trajetória da personagem e essa potência simbólica presente no imaginário afro-brasileiro.

A leitura do Salgueiro busca ampliar o olhar sobre Francisca da Silva, resgatando a mulher por trás da figura folclorizada ao longo do tempo e reforçando temas ligados à ancestralidade negra e à resistência cultural.

‘Cereja do bolo’: Igor Sorriso exalta encontro da Mocidade com João Carlos Martins na Virada Cultural

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Fotos: Divulgação/Virada Cultural

No final de semana, aconteceu a Virada Cultural na cidade de São Paulo e, pela primeira vez, o evento recebeu escolas de samba em três dos palcos que fazem parte da festa. Muitos sambistas cobravam a presença das agremiações no “festival dos festivais”, já que a data é marcante para São Paulo e as entidades contribuem significativamente para a cultura da capital paulista. A indagação era a seguinte: tantos artistas participam do evento, mas por que as escolas de samba são deixadas de lado? Desta vez, a Secretaria Municipal de Cultura e a Liga-SP tiveram a iniciativa de firmar esse acordo. A Mocidade Alegre, grande campeã do Carnaval 2026, se apresentou no principal palco, o Anhangabaú, localizado no Centro. A Tucuruvi, vencedora do Grupo de Acesso I, marcou presença na Parada Inglesa, na Zona Norte, enquanto o Morro da Casa Verde também se apresentou na região, no palco Freguesia/Brasilândia. O CARNAVALESCO esteve presente nos palcos do Anhangabaú e da Parada Inglesa, acompanhando os repertórios apresentados pela Mocidade Alegre e Acadêmicos do Tucuruvi.

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Honra em participar e espetáculo de qualidade

No centro da cidade, o intérprete Igor Sorriso falou sobre a importância de estar presente na festa paulistana. “É um momento muito importante, valorizando a cultura e a arte aqui na cidade de São Paulo. Poder fazer parte desse momento junto com outras escolas de samba, com a nossa Mocidade Alegre e com a orquestra do João Carlos Martins é muito prazeroso. Estamos muito felizes por participar desse evento. Vai ser uma tarde e uma noite muito lindas”, disse.

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O cantor comentou que a presença das escolas é importante para proporcionar espetáculos de qualidade às pessoas presentes na festa. “Cada vez mais estamos abrindo espaço para o samba, para o carnaval e para a música popular, promovendo essa integração entre ritmos e estilos, valorizando a arte e a cultura para que os jovens e todo o público tenham acesso a bons eventos. A cereja do bolo foi essa junção da orquestra do João Carlos Martins com a bateria Ritmo Puro”, completou.

Responsabilidade, mas objetivo cumprido

A presidente da Mocidade Alegre, Solange Cruz, celebrou a participação da escola na Virada Cultural. “Foi incrível estar em um dos palcos centrais, um dos mais importantes e maiores do evento, além da responsabilidade de tocar com a orquestra e ser regida por esse ícone incrível que é o maestro João Carlos Martins. Ficamos felizes e lisonjeados. Tivemos muito cuidado com a nossa apresentação e acredito que conseguimos atingir o objetivo, pois recebemos várias mensagens positivas. É muito importante ressaltar esse engajamento e elevar cada vez mais o nome do samba dentro da nossa cultura. Acho que conseguimos isso junto com o secretário Totó Parente”, declarou.

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Carnaval invade a Virada Cultural e Tucuruvi celebra estreia histórica das escolas de samba

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Foto: Renato Cipriano/Divulgação

Por Nabor Salvagnini e Will Ferreira

A estreia oficial das escolas de samba na programação da Virada Cultural 2026 marcou um momento histórico para a cultura popular paulistana. Na tarde do último sábado, o Tucuruvi foi uma das atrações do Palco Parada Inglesa, na Zona Norte da capital, levando o clima do carnaval para um dos maiores eventos culturais do país. Rodrigo Delduque, presidente do Zaca, diz que, de fato, essa iniciativa deveria ter sido feita antes, e que é o seu desejo é ver um palco único com todas as escolas.

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“Acho que isso é uma iniciativa que já poderia ter acontecido há muito tempo. As escolas de samba, hoje, propriamente ditas, dentro da cultura carnavalesca, têm muito a oferecer para o povo. Então, nada mais justo do que elas estarem presentes nessa data cultural, abertas e recebendo o seu povo dentro da quadra. Meu sonho é ver um palco único de carnaval contextualizado. Meu sonho é ver artistas que o carnaval formou também se apresentando, independentemente da atividade. É isso: fortalecer cada vez mais o povo do carnaval e mostrar o que o carnaval faz de bom na vida de todo mundo, com muita cultura”, afirmou.

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Foto: Renato Cipriano/Divulgação

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Fotos: Nabor Salvagnini/CARNAVALESCO

Galeria de fotos: premiação do Estrela do Carnaval Palácio dos Cristais 2026

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‘Laroyê Xica da Silva: a história por trás da história’; Salgueiro anuncia enredo para o carnaval de 2027

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O Acadêmicos do Salgueiro anunciou, na madrugada desta segunda-feira, o enredo que levará para a Marquês de Sapucaí no Carnaval 2027. Com o título “Laroyê Xica da Silva: a história por trás da história”, a vermelho e branco da Tijuca promete revisitar uma das personagens mais emblemáticas da cultura brasileira a partir de novas descobertas históricas e reflexões sobre os mitos construídos em torno de sua imagem.

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A proposta do desfile nasce da pesquisa de mestrado do enredista Leonardo Antan e ganha força após a divulgação pública, em 2025, do testamento de Francisca da Silva Oliveira pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais. O documento trouxe novas informações sobre a mulher real por trás da personagem eternizada em novelas, filmes e até mesmo do desfile de 1963 do Salgueiro, ampliando o debate sobre os estereótipos que marcaram sua representação ao longo das décadas.

Segundo o Salgueiro, o desfile irá explorar justamente as fronteiras entre a figura histórica e o imaginário popular criado em torno de Xica da Silva, personagem que se tornou símbolo de transgressão, liberdade e resistência feminina. Na proposta da escola, Xica será apresentada a partir do arquétipo das pombas-giras, entidade das encruzilhadas, ligada à força feminina, à irreverência e à quebra de padrões sociais. O desfile propõe um paralelo entre a trajetória da personagem e essa potência simbólica que atravessa o imaginário afro-brasileiro.

“O Salgueiro terá a oportunidade de revisitar a história de uma de suas personagens mais importantes e ressignificá-la. Com a descoberta do testamento de Francisca da Silva, vamos conhecer a mulher por trás do mito construído. É o Salgueiro se reencontrando com suas grandes narrativas, colocando em destaque a negritude, ancestralidade e resistência cultural”, afirma o carnavalesco Jorge Silveira.

Para o enredista Leonardo Antan, a história da Xica revela também o poder de uma escola de samba na cultura brasileira. “Foi o Salgueiro que transformou essa personagem em referência mundial ao apresentá-la no histórico desfile de 1963”.

Com o anúncio, a Academia do Samba reafirma sua histórica trajetória de valorização das narrativas negras. Neste carnaval, a escola volta seu olhar para a força da mulher negra brasileira, exaltando sua potência, ancestralidade e capacidade de romper estruturas sociais através da arte, da cultura e da resistência.

Mileide Mihaile não segue como rainha de bateria da Unidos da Tijuca no Carnaval 2027

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Foto: Allan Duffes/CARNAVALESCO

A Unidos da Tijuca não terá Mileide Mihaile à frente da bateria Pura Cadência no próximo carnaval. A maranhense, influenciadora e empresária Mileide Mihaile desfilou como rainha de bateria da agremiação no Carnaval 2026.

Ao longo de sua trajetória na amarelo ouro e azul pavão do Morro do Borel, Mileide representou a escola com simpatia e respeito à comunidade tijucana, participando de momentos importantes da temporada e fazendo parte da história.

A Unidos da Tijuca agradece por toda parceria, carinho e entrega, desejando muito sucesso e deixando as portas abertas para o amanhã.

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Vila Isabel recebe prefeita de Lençóis e fortalece conexão com a Chapada Diamantina

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Foto: Divulgação/Vila Isabel

A Unidos de Vila Isabel recebeu a visita da prefeita de Lençóis, Vanessa Senna, no barracão da escola. O encontro reuniu a diretoria e a presidência da agremiação e marcou mais um passo importante na consolidação da parceria entre a escola e a cidade baiana para o Carnaval de 2027. A visita aconteceu um dia após a leitura da sinopse do enredo, realizada na quadra da escola, na última quarta-feira, e reforçou os laços entre a Vila Isabel e a região da Chapada Diamantina, cenário que inspira a narrativa do próximo desfile.

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A escola levará para a Marquês de Sapucaí o enredo “Torto Arado: Sobre a Terra há de viver sempre o mais forte”, inspirado no romance de Itamar Vieira Junior. Será desenvolvido pelos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora, com pesquisa de Vinícius Natal.

Para o presidente da escola, Luiz Guimarães, a aproximação com as instituições ligadas ao enredo fortalece o projeto desenvolvido pela agremiação.

“Esse estreitamento é fundamental para que a gente tenha ainda mais base e consiga consolidar essa parceria não só com o autor do livro e com a editora, mas também com o Governo do Estado da Bahia e com a Prefeitura de Lençóis, já que essa história se passa lá.

Ter esse alinhamento entre todas as partes é muito importante para criar ainda mais sinergia em torno do enredo. Isso impulsiona o nosso trabalho e nos dá as melhores condições para desenvolver um grande desfile de Carnaval. Todos esses elementos são fundamentais para que a gente possa realizar um grande trabalho e buscar um excelente resultado na avenida”, destacou o presidente.

A prefeita Vanessa Senna celebrou a homenagem e destacou a importância da visibilidade para a cultura e a história da Chapada Diamantina.

“Foi uma grande surpresa para a gente, uma surpresa maravilhosa. Sem dúvida, a melhor surpresa de 2026 até agora. A Chapada Diamantina já é conhecida internacionalmente por suas belezas naturais, mas agora teremos a oportunidade de mostrar também a nossa história, a nossa cultura, as nossas raízes e a força do nosso povo.

O povo da Chapada carrega uma trajetória de luta, resistência e muita identidade. Então, para nós, é um enorme prazer ver essa história sendo levada para a avenida pela Vila Isabel”, afirmou.

A Unidos de Vila Isabel será a quarta escola a desfilar no domingo de Carnaval de 2027, no dia 7 de fevereiro.